Junho Vermelho: Prefeitura de Petrolina conscientiza população sobre importância da doação de sangue 

Ao longo deste mês de junho, a Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, tem realizado ações sobre a ‘Campanha Nacional Junho Vermelho’ de conscientização sobre a importância da doação de sangue. Em diversas Unidades Básicas de Saúde acontecem, diariamente, palestras em salas de espera, alertando a população sobre a importância do ato de doar sangue e deixar o estoque do Hemope sempre abastecido.
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Além disso, as equipes multiprofissionais (E-multi) estão abordando outros temas de saúde relevantes, como a prevenção de queimaduras e a obesidade infantil. Essas ações do Junho Vermelho têm como objetivo principal informar e sensibilizar a comunidade sobre a importância de ser um doador de sangue regular, contribuindo para salvar vidas. As palestras sobre prevenção de queimaduras e obesidade infantil também reforçam a necessidade de adotar hábitos saudáveis e cuidados preventivos no dia a dia.
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A Prefeitura de Petrolina faz um convite a todos os cidadãos a participarem dessas atividades nas Unidades Básicas de Saúde mais próximas de suas residências e a se engajarem na causa da doação de sangue, um ato simples que pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

Brasil tem 45% de cobertura em saúde bucal; meta é chegar a 70%

Foto: Laísa Queiroz/MS

O Brasil registra atualmente cerca de 45% de cobertura em saúde bucal. A meta do governo federal é alcançar pelo menos 70%. Os índices foram divulgados nesta quinta-feira (13) pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante evento em comemoração aos 20 anos da Política Nacional de Saúde Bucal, em Brasília.

“Desde o ano passado, a partir de um trabalho de recomposição orçamentária, com o fim da PEC 95 e com a prioridade dada pelo governo federal a essa política, conseguimos, de fato, uma ampliação – e isso passa, naturalmente, pela questão da priorização no orçamento”, avaliou a ministra.

Brasília - DF 08/05/2023 O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado da ministra da Saúde, Nísia Trindade, sanciona o projeto de lei que inclui a Política Nacional de Saúde Bucal - Brasil Sorridente, na Lei Orgânica da Saúde. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília –  Política Nacional de Saúde Bucal Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“Hoje, temos R$ 4,3 bilhões de investimento, no ano de 2024, em saúde bucal, o que representa crescimento de 123% em relação a 2023. Esse é um indicador importante de prioridade”, completou.

Segundo o Ministério da Saúde, o montante possibilita, por exemplo, a implantação de mais de 6 mil equipes de saúde bucal e 100 Centros de Especialidades Odontológicas, além da aquisição de 300 Unidades Odontológicas Móveis.

Cáries

Dados da pesquisa Saúde Bucal Brasil 2020/2023 divulgados nesta quinta-feira indicam que 53% das crianças de 5 anos entrevistadas não tinham cárie. Mais de 40 mil pessoas foram ouvidas e examinadas nas 27 capitais e em 403 municípios do interior do país – incluindo 7.198 crianças.

O índice é 14% maior do que o resultado da última pesquisa, em 2010, quando 46,6% das crianças entrevistadas estavam livres da doença.

O estudo destaca importante aumento de crianças de 5 anos livres de cárie, entre 2010 e 2023, nas regiões Sul (40,7%), Sudeste (21,9%), Nordeste (17,1%) e Norte (11,2%), tanto nas capitais como nas cidades do interior. O Centro-Oeste, por outro lado, apresentou pequena diminuição na proporção, passando de 38,8% para 37,9%.

Edição: Aécio Amado/Agência Brasil

Dia de conscientização alerta sobre preconceito contra albinismo

Ainda cercado por muitos tabus e preconceitos, o albinismo, condição genética na qual o indivíduo apresenta ausência total ou parcial da melanina, pigmento natural responsável pela coloração dos olhos, pele e cabelo, está presente em cerca de 21 mil brasileiros, segundo dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps). Instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo, o dia 13 de junho é dedicado a incentivar a população a acabar com o preconceito contra os albinos e a apoiar a união das pessoas que têm essa condição genética, considerada rara.

“Este é um assunto que precisa ser muito discutido, não apenas anualmente, mas rotineiramente e em todo tipo de ambiente. A mídia televisiva, com todo seu alcance, aborda o tema em novelas, em que profissionais e  pessoas com essa condição levam para a ficção as dificuldades encontradas na vida real, aumentando a propagação da informação. Esta é uma das formas de mostrar como os obstáculos podem ser superados. Assim, crianças e adultos albinos se sentirão melhor onde estiverem”, explicou a psicóloga Natalie Schonwald, que também é pedagoga e faz palestras sobre inclusão e diversidade.

Para Natalie, que trabalha na área da educação e alfabetização com os anos finais da educação infantil e iniciais do ensino fundamental I, a desinformação prejudica a vida das crianças albinas e pode levá-las à exclusão social. Segundo ela, um esforço para reduzir as consequências psicológicas decorrentes do albinismo é começar, desde a educação infantil, a explicar a essas crianças que a condição não as impede de ter uma boa vida social e participar de qualquer tipo de atividade.

“Assim como ocorre com qualquer deficiência, o albinismo não é amplamente discutido na sociedade, e a falta de conhecimento é o que gera preconceito. Muitas vezes, a desinformação impede a sociedade de lidar adequadamente com indivíduos albinos. Isso pode levar crianças a enfrentar dificuldades de relacionamento, pois seus colegas podem se afastar, resultando em danos psicológicos que necessitam de cuidados. O albinismo é um distúrbio genético que precisa ser compreendido e tratado com sensibilidade”, observou Natalie.

De acordo com a psicóloga, crenças e mitos associados à aparência dos albinos, assim como outras dificuldades, devem ter como foco o acolhimento. Ela ressaltou que nenhuma criança nasce preconceituosa e que isso vem da sociedade, por isso o ambiente escolar é propício para quebrar estigmas e transformar cidadãos, mostrando que o preconceito não tem nada de positivo.

“Nós, enquanto educadores, podemos trabalhar por meio de diversas atividades como rodas de conversa, pesquisas, bate-papos com as crianças que têm albinismo para entender quais as suas dificuldades e como se sentem no ambiente escolar. Essas propostas devem ser desenvolvidas de acordo com cada faixa etária e intenção de cada conteúdo, pois uma pauta pode abranger várias disciplinas”, complementou a educadora.

Cuidados

A falta de melanina diminui a proteção da pele e facilita a entrada de raios nocivos. Por isso, pessoas de todas as idades precisam se prevenir contra os danos causados pelo sol e pela luz ultravioleta. Para pessoas com essa condição os riscos de desenvolverem lesões, câncer e queimaduras solares é aumentado. Já nos olhos, além da fotossensibilidade, podem ter astigmatismo, hipermetropia e nistagmo, que é o movimento irregular dos olhos.

“Por isso, é recomendado o uso de protetor solar, igual ou maior que 50, e vestimentas com fator de proteção. Para os olhos, é fundamental o uso de óculos escuros para a saúde ocular. Esses são os principais desafios de saúde enfrentados pelos albinos – fora olhos, pele e cabelo, nenhum órgão é afetado”, esclareceu a dermatologista, clínica geral e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Juliana Lewi, que também alerta para a necessidade de acompanhamento permanente do indivíduo por um profissional da área.

Além disso, Juliana destacou a importância das campanhas de conscientização do portador e de toda a sociedade, que, com as informações corretas, pode ter elementos para ser mais compreensiva e desenvolver a empatia. De acordo com a profissional, assim como os pais e as escolas, a comunidade médica também deve combater o estigma gerado em torno do assunto com a finalidade de promover uma maior inclusão dos indivíduos com albinismo.

“É necessário fazer campanhas na televisão, além de outros tipos de propaganda que expliquem a doença, já que a conscientização é fundamental para evitar o preconceito. E também divulgar mais o Dia Internacional de Conscientização do Albinismo, uma data muito importante para educar a população sobre as diferenças fenotípicas que existem e fazer as pessoas albinas se sentirem acolhidas por todos”, disse.

Edição: Nádia Franco/Agência Brasil

Prefeitura de Juazeiro inicia programa de cirurgias eletivas no Hospital Promatre de Juazeiro

A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau) realizou mais um contrato para otimizar a demanda por cirurgias eletivas para a população do município. O segundo programa de cirurgias eletivas será realizado semanalmente para atender os pacientes que estão no aguardo desses procedimentos. São cirurgias a exemplo de hérnia e vesícula. No último sábado (08), foram realizadas as cirurgias na unidade hospitalar Promatre com o auxílio de profissionais disponibilizados pela Secretaria. Mais pacientes vão passar por cirurgia nesta quarta-feira (12).

O Hospital Promatre presta serviços à rede municipal de saúde e é referência cardiológica na Rede PEBA (Pernambuco-Bahia). Por meio de contrato de prestação de serviço, a atual gestão já realiza cirurgias eletivas em outra unidade hospitalar.

A prefeita Suzana Ramos enfatizou a importância desses programas para otimizar os atendimentos para esses pacientes. “Estou muito feliz com a implantação de mais esse serviço. Fiz reunião com os superintendentes e diretores dos serviços da Sesau e reforcei meu apoio para a gente entregar uma saúde cada vez mais eficiente. Na oportunidade, ouvi as demandas e fui informada sobre o início de mais um programa de cirurgias eletivas na unidade conveniada. É assim que a nossa gestão demonstra comprometimento com a população de Juazeiro, mesmo com a redução nos repasses, estamos entregando equipamentos reformados, mais serviço e mais saúde para o povo”, destacou a prefeita.

Cirurgias

A Prefeitura de Juazeiro tem realizado por meio de convênios e contratos com prestadores vários tipos de cirurgias eletivas, como as ginecológicas: histerectomia, miomectomia, laqueadura tubária, oforectomia, ninfoplastia, correção de fístula, perineoplastia; e gerais como hérnia, vesícula, pequenas cirurgias para a retirada de sinais.

Fluxo para agendamento de cirurgias

O fluxo para as marcações de cirurgias começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O médico solicita exames e, constatando a necessidade de um procedimento, o paciente é encaminhado para um especialista.

Iana Lima – Ascom PMJ

Foto: Ascom / PMJ (Imagens ilustrativas)

Petrolina realiza Dia D de Vacinação contra a Paralisia Infantil com mais de mil doses aplicadas

Petrolina participou do Dia D da Vacinação contra a Poliomielite, no último sábado (8), registrando um importante avanço na proteção das crianças contra a doença. Mais de mil doses de vacinas do tipo VIP (Vacina Inativada Poliomielite) e VOP (Vacina Oral Poliomielite) foram administradas, totalizando 1.064 doses aplicadas. Esse esforço da Prefeitura Municipal significa mais crianças protegidas contra a poliomielite, uma doença que pode causar graves complicações.
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença viral que pode levar à paralisia permanente, insuficiência respiratória e, em casos extremos, à morte. A vacina contra a poliomielite está prevista no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para todas as crianças menores de cinco anos, e é a única maneira eficaz de prevenir a disseminação do vírus, protegendo as crianças de suas consequências devastadoras. A Secretaria de Saúde tem sempre mostrado compromisso com a saúde pública ao realizar ações como essa, na qual disponibilizou 16 pontos de vacinação, abrangendo tanto a zona urbana quanto a rural. Entre os locais de vacinação, destacaram-se as Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de um drive-thru na Avenida da Integração e um ponto no River Shopping.
Esse esforço faz parte de uma estratégia maior da gestão municipal para ampliar a cobertura vacinal das crianças na faixa etária prescrita para a vacinação contra a poliomielite. A mobilização e a ampla disponibilidade de pontos de vacinação são essenciais para garantir que o maior número possível de crianças do município receba a vacina, fazendo com que elas fiquem protegidas e contribuindo para a erradicação da doença. A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite segue até dia 14 de junho.
O sucesso do Dia D de Vacinação contra a Paralisia Infantil em Petrolina é um reflexo do empenho da administração municipal e da comunidade, trabalhando juntos para garantir um futuro saudável para todas as crianças. A prefeitura continua incentivando os pais a manterem o calendário de vacinação dos filhos em dia, reforçando que a prevenção é a melhor forma de combater a poliomielite, e que vacinas salvam vidas.

Médicos alertam gestantes sobre importância da vacinação no pré-natal

A cobertura da dTpa, ou tríplice bacteriana acelular, foi de apenas 75% em 2023. Essa é uma vacina aplicada quase exclusivamente em grávidas e deve ser tomada em todas as gestações, justamente para proteger os recém-nascidos da coqueluche. Mas ela também protege a gestante e o bebê contra o tétano e a difteria. Muitas mulheres em fase de gestação, no entanto, não estão se vacinando.

A jornalista e atriz Natália Gadioli, está grávida pela segunda vez e vai tomar a dTpa assim que atingir o tempo recomendado, de 20 semanas de gestação. Ela alerta, no entanto, sobre o que pode estar afastando as gestantes das salas de vacina. “Infelizmente, a gente vê muita fake news, muita desinformação, que tenta assustar as pessoas. E isso acaba prejudicando individualmente e coletivamente. É uma pena, sempre que posso tento combater de alguma forma e defender a vacina para todos. Especialmente nessa fase de gestação, quando é muito importante a gente se cuidar e proteger o bebê”.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, explica que a chamada hesitação vacinal é causada por muitos fatores. O maior deles é a falta de percepção de risco. No auge da pandemia, com 4 mil mortes por dia, todo mundo queria se vacinar contra a covid-19, por exemplo. Hoje, que o número de vítimas é menor, mas ainda soma centenas por semana, é difícil atingir a cobertura das doses de reforço. Cunha chama a atenção para o desafio da comunicação em tempos de infodemia – a pandemia de desinformação. Especialmente porque até profissionais da saúde têm disseminado discurso contra as vacinas, o que tem atingido em cheio as grávidas e os responsáveis por crianças.

“Se eu chego a ter 70%, 75% [de cobertura], significa que tenho ali uns 20% hesitantes. E é com esses hesitantes que a gente tem que falar. Por isso, é preciso preparar muito bem os profissionais da rede, que têm que saber responder, têm que estar bem informados. Se um médico te diz que não deve fazer de jeito nenhum e você chega a uma unidade de saúde e repassa essa informação, como é que o profissional vai questionar isso? Ele tem que estar muito bem informado”, afirma Cunha.

A última vez que o Brasil teve um surto de coqueluche foi em 2014, mas o Ministério da Saúde alertou, na semana passada, que vários países têm registrado aumento de casos e essa onda pode chegar por aqui. Até o começo de abril, foram 31 infecções comprovadas, e mais de 80% delas em bebês de até seis meses. O Sistema Único de Saúde (SUS) também vacina os bebês contra a coqueluche, mas apenas a partir dos dois meses de idade, completando o esquema aos seis meses. Ou seja, as maiores vítimas da coqueluche dependem totalmente da vacinação na gravidez para não adoecer.

Para a ginecologista Nilma Neves, os profissionais que acompanham o pré-natal devem não somente prescrever as vacinas, mas também conferir se elas foram tomadas e questionar as grávidas sobre suas dúvidas e receios. Até porque muitas têm medo de tomar qualquer substância ou remédio e acabar afetando o bebê. Nilma é vice-presidente da Comissão de Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e chama a atenção para outro grande problema que tem afetado as coberturas vacinais

“As salas de vacinas dos postos de saúde não abrem aos sábados e muitas gestantes trabalham. Ela não consegue ir durante a semana. E até mesmo quando vão fazer o pré-natal, acontece de alguns postos só terem a técnica de enfermagem especializada em vacinas, de manhã ou só à tarde. Então, isso dificulta o acesso da gestante para tomar as vacinas”.

No caso da vacina contra a gripe, nem o chamado Dia D, com aplicação aos sábados, consegue fazer com que a meta de cobertura seja alcançada. Atualmente, as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste estão em campanha. Mais de 1,7 milhão de grávidas fazem parte do público alvo e nem um quarto delas se vacinou. O imunizante protege contra três cepas do vírus Influenza. Ao contrário do que muitos pensam, não é só um resfriadinho. A influenza é um dos principais causadores da Síndrome Respiratória Aguda Grave, que pode levar à morte, especialmente de pessoas vulneráveis, como bebês e grávidas.

Outro grande causador da síndrome é a covid-19, que também pode provocar inflamação em diversas partes do corpo. Há evidências de relação entre a covid e efeitos como aborto espontâneo, restrição de crescimento no útero e parto prematuro. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já identificou que o número de mortes entre grávidas ou pessoas que acabaram de dar à luz nos dois primeiros anos da pandemia foi quase 70% a mais do que o habitual. Ainda assim, a vacina contra a covid-19 encontra grande resistência. Gestantes e puérperas devem tomar a nova vacina monovalente xbb da Moderna, que está sendo aplicada pelo SUS.

A diretora médica de vacinas da América Latina da Adium, farmacêutica que distribui o imunizante no Brasil,  Glaucia Vespa, explica por que elas não devem ter medo. “Quando a gente desenvolve uma vacina, temos etapas. A primeira é o que chamamos de pré-clínica, que é quando fazemos as pesquisas no laboratório, aí começamos com a fase clínica que é onde a vacina é estudada em seres humanos. Concluído o desenvolvimento clínico, é feito um dossiê submetido às agências regulatórias. Quando o produto chega [à população], continuamos acompanhando. Por isso, as vacinas não mentem: sua eficácia e segurança são comprovadas em estudos”.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde o início da vacinação contra a doença em 2021, quase 2,3 milhões de mulheres se vacinaram. Mas esse número é inferior à previsão de gestantes e puérperas que devem se vacinar somente este ano, cerca de 2,24 milhões. O gerente médico de vacinas da Farmacêutica GSK, Marcelo Freitas, destaca a importância do envolvimento familiar para que a estratégia vacinal das gestantes avance. Quando a família toda se vacina, é mais difícil que um indivíduo fique para trás, além de formar um círculo de proteção para o bebê. No caso da coqueluche, é inclusive recomendada a estratégia Coccoon, ou casulo.

“A coqueluche é uma infecção altamente contagiosa, e sabemos que as pessoas em volta da criança, que convivem mais com ela, têm papel fundamental na transmissão. Coccoon é justamente você cercar a criança de pessoas vacinadas, bloquear a transmissão. É preciso lembrar que as vacinas têm efeito muito importante individualmente – reduzem infecção, impedem a progressão para quadros graves, a hospitalizações e óbitos, mas também têm papel fundamental coletivamente, o de redução de transmissão de doenças em surtos e epidemias”.

O calendário básico de vacinação do SUS também recomenda que as gestantes recebam a vacina contra a hepatite B, caso não tenham sido imunizadas anteriormente, ou completem o esquema de três doses se ele estiver incompleto. Também é preciso iniciar ou completar a imunização com a DT, que protege contra tétano e difteria em três doses, com reforço a cada dez anos.

Nilma Neves reforça que o ideal é que antes mesmo de engravidar, as famílias confiram o cartão de vacinas da gestante. “É muito importante que ela receba a tríplice viral, por exemplo, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e não pode ser tomada na gestação”.

Edição: Graça Adjuto/Agência Brasil

Prefeitura de Juazeiro imuniza crianças contra a Poliomielite em Dia D pela vacinação

O sábado (08) foi dedicado à proteção da saúde das crianças em Juazeiro, quando pais e responsáveis demonstraram o seu amor levando os pequenos, menores de cinco anos, para se vacinarem contra a Poliomielite. A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Saúde (Sesau), disponibilizou as doses nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da sede e do interior.

A ação faz parte da Campanha Nacional Contra a Poliomielite, do Ministério da Saúde. “Entendemos a importância da vacinação como controle de doenças e manutenção da saúde da nossa população e, por isso, sempre nos empenhamos em mobilizar a população para que se imunizem. Vacinamos, até agora, pouco mais de 60% do público-alvo da campanha e esperamos, com o Dia D, nos aproximar mais da metade de 95%”, disse a secretária de Saúde, Ana Lúcia Araújo.

Tainá Rocha fez questão de trazer o seu garotinho para tomar a vacina na UBS do Alto da Maravilha. “Estou sempre atenta a todas as vacinas, porque sei que é importante para a saúde dele. Espero que todos os pais levem os seus filhos para ficarem protegidos”, disse.

A campanha se encerra no próximo dia 14 de junho e a vacina está disponível em nas UBSs. O esquema vacinal para crianças menores de um ano prevê três doses: aos dois, quatro e seis meses. Já crianças de um a quatro anos, mesmo que estiverem com este esquema vacinal completo, devem receber a dose oral da vacina. A meta é vacinar 95% das crianças na faixa etária de um ano a menor de cinco anos do município

Documentos
Para tomar a vacina, é preciso levar Certidão de Nascimento ou RG, CPF ou Cartão SUS e o cartão de vacina.

Sobre a Poliomielite

A Poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou não paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a Poliomielite afeta principalmente crianças com menos de 5 anos de idade, sendo que uma em cada 200 infecções leva à paralisia irreversível.


Texto: Marcela Cavalcanti- Ascom Sesau PMJ
Fotos: Edinázio Dias/ PMJ

Sábado é Dia D de vacinação contra pólio para menores de 5 anos

Crianças menores de 5 anos devem comparecer aos postos de saúde de todo o país neste sábado (8) para o Dia D de vacinação contra a poliomielite, popularmente conhecida como paralisia infantil. A campanha, organizada pelo Ministério da Saúde com o apoio de secretarias estaduais e municipais de saúde, começou no último dia 27 e segue até o dia 14 de junho.

A pasta reforça que a vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite e que todas as crianças menores de 5 anos devem ser imunizadas conforme esquema de vacinação de rotina e também nas campanhas nacionais anuais, como a que está em andamento.

Desde 2016, o esquema vacinal contra a doença passou a ser composto por três doses da vacina injetável (VIP) aos 2, 4 e 6 meses de vida, além de duas doses de reforço com a vacina oral bivalente (VOP), conhecida popularmente como gotinha. A mudança segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a erradicação mundial da pólio.

Doença

O ministério classifica a poliomielite como uma doença contagiosa aguda causada por vírus que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou secreções eliminadas pela boca de pessoas doentes. Em casos graves, quando acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

Falta de saneamento, más condições habitacionais e higiene pessoal precária são fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, causador da pólio. As sequelas estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo poliovírus, normalmente são de ordem motora e não têm cura.

Atualmente, a doença permanece endêmica em dois países: Afeganistão e Paquistão, com registro de pelo menos cinco casos em 2021. O Brasil não tem circulação do poliovírus selvagem desde 1990. A cobertura vacinal contra a doença, entretanto, apresenta resultados abaixo da meta de 95% desde 2016.

Edição: Aline Leal/Agência Brasil

Médico cirurgião e professor da Univasf Dr. Lindon Jonhson Oliveira recebe título de cidadão petrolinense

O médico cirurgião Lindon Johnson Batista de Oliveira, de 58 anos, recebeu nesta quinta-feira (6), o título de cidadão petrolinense em solenidade da Câmara de Vereadores de Petrolina. A proposição foi apresentada pela vereadora Samara Mirella Lima, a Samara da Visão. “Dr. Lindon Johnson foi pioneiro em cuidados de pessoas obesas aqui na nossa região. Meu reconhecimento e gratidão porque eu pude perceber o quanto ele é generoso com os pacientes, acompanhando de perto e estimulando os cuidados com o corpo para o bem-estar e saúde deles, ” ressaltou a vereadora.

Professor de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e membro associado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Dr. Lindon Johnson é pesquisador em obesidade e especialista em cirurgia do aparelho digestório. Baiano de Barra do Mendes, vive em Petrolina há 28 anos com muita contribuição na saúde pública como médico do Hospital Dom Malan por 12 anos e há 10 anos do Hospital Universitário. “Dr. Lindon salvou milhares de pessoas carentes da nossa cidade dentro do Hospital Dom Malan. Eu cansei de levar pacientes na clínica e ele atendia sem cobrar nada. É um privilégio nosso fazer desse grande médico nosso conterrâneo, ” destacou o vereador Zenildo do Alto do Cocar.

“Petrolina precisa de homens e mulheres como Dr. Lindon Johnson pelos relevantes trabalhos prestados à nossa cidade. Homem simples, humano, pegado no serviço, fazendo o bem sem olhar a quem, ” frisou na sua fala o vereador Ronaldo Silva.

Agradecimento e emoção

O Dr. Lindon Johnson emocionado, agradeceu o título de cidadão petrolinense. “Quem faz o que gosta não cansa. Eu não canso e para mim é satisfação estar em atividade. Sou feliz por estar aqui exercendo a minha profissão em Petrolina. Eu me sinto muito gratificado em dar a minha contribuição à Petrolina e região com meus serviços, com o meu desempenho na área da obesidade onde tenho me dedicado muito.

Palavras que não foram ditas

Por falta de tempo, o cerimonial da Câmara de Vereadores reduziu as falas dos convidados. Esposa e companheira de vida há 31 anos, mãe dos 3 filhos de Dr. Lindon Johnson, a advogada e servidora pública Vânia Coelho Oliveira, guardou as palavras do discurso que fez para sobre o esposo, pai, amigo, amor de toda a vida. “Expresso com meu coração de esposa orgulhosa e testemunha ocular do trabalho incansável do meu marido, a forma como abraça cada um dos seus pacientes, não lhes largando a mão até que estejam aptos e com a saúde restabelecida. Sua dedicação e compromisso com o trabalho são inspiradores e dignos de todo reconhecimento, ” frisou Vânia que estava acompanhada do filho do casal, Pedro Vinicius, de 24 anos.

Hospital Dom Malan em Petrolina recebe equipe do Ministério da Saúde para avaliação de boas práticas em doenças sexualmente transmissíveis

O Hospital Dom Malan em Petrolina recebeu nesta quarta-feira (5), a equipe nacional de validação do Ministério da Saúde para iniciar o processo de certificação de boas práticas nas condutas de eliminação da transmissão vertical de doenças sexualmente transmissíveis. A certificação foi criada pela Organização Mundial da Saúde através da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O objetivo é eliminar patologias como problema de saúde pública, a exemplo de HIV, sífilis, hepatites virais e doença de chagas.

Petrolina é a primeira cidade de Pernambuco a receber esse tipo de avaliação do Ministério da Saúde e OPAS. “Os bons indicadores de Petrolina permitiram a produção de um relatório para solicitar ao Ministério da Saúde o selo de boas práticas, rumo à eliminação dessas doenças. Viemos para reconhecer o bom trabalho do Hospital Dom Malan, que é do SUS, sendo a maior maternidade do estado e que atende às gestantes de toda a região. É um compromisso de fazer bem feito que o Hospital demonstra nessa avaliação, ” explicou a consultora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS para doenças sexualmente transmissíveis do Ministério da Saúde do Brasil, a médica Roselle Bugarin Steenhouwer.

O trabalho de toda a equipe do HDM foi apresentado fluxo a fluxo no trato das doenças sexualmente transmissíveis desde o acolhimento das mulheres gestantes até o momento da alta hospitalar. Os técnicos do Ministério da Saúde visitaram todas as alas obstétricas do HDM Ismep, da urgência à sala de parto e bloco cirúrgico. “É um momento importante que envolve todos os nossos profissionais em diversos setores da unidade, além de profissionais da VIII gerência regional de saúde e Secretaria Municipa de Saúde já que trabalhamos com notificações de doenças sexualmente transmissíveis, ” destacou a enfermeira gerente da Vigilância Epidemiológica Hospitalar HDM Ismep, Shirlley Alberico.

“O selo de boas práticas é muito importante para uma unidade de saúde como o Hospital Dom Malan Ismep, que não atende somente mulheres, mas gestantes em gravidez de alto risco. Temos particularidades no atendimento e essas boas práticas são para fortalecer as ações de prevenção, diagnóstico, assistência e tratamento das gestantes, parceiras sexuais e crianças, além da qualificação da vigilância epidemiológica e dos sistemas de informações, monitoramento e avaliação do próprio hospital. Estamos felizes porque essa avaliação mostra o compromisso que temos com as nossas pacientes, ” frisou a diretora geral do HDM Ismep, Daniele Moreno.

Participaram do encontro com o Ministério da Saúde, a coordenação do programa municipal de doenças vetoriais negligenciadas e IST’s, a coordenação municipal de vigilância em saúde, a coordenação de apoio à atenção básica de Petrolina, vigilância epidemiológica do município, a gerência do programa estadual IST/ AIDS e hepatites virais e técnicos da VIII Geres.

Assessoria de Comunicação HDM Ismep