Anvisa mantém proibição ao cigarro eletrônico no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta sexta-feira (19) por manter a proibição aos cigarros eletrônicos no Brasil. Com isso, continua proibida a comercialização, fabricação e importação, transporte, armazenamento e propaganda desses produtos. Os cinco diretores votaram para que a vedação, em vigor desde 2009, continue no país.

Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), conhecidos como cigarros eletrônicos, são chamados também de vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido).

Com a decisão, a Anvisa informa que qualquer modalidade de importação desses produtos fica proibida, inclusive para uso próprio ou na bagagem de mão do viajante.

De acordo com a agência, a norma não trata do uso individual, porém veda o uso dos dispositivos em ambiente coletivo fechado. O não cumprimento é considerado infração sanitária e levará à aplicação de penalidade, como advertência, interdição, recolhimento e multa.

Dados do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel 2023) revelam que 4 milhões de pessoas já usaram cigarro eletrônico no Brasil, apesar de a venda não ser autorizada.

Relator

O diretor-presidente da Anvisa e relator da matéria, Antonio Barra Torres, votou favorável à manutenção da proibição desses dispositivos.

“O que estamos tratando, tanto é do impacto à saúde como sempre fazemos, e em relação às questões de produção, de comercialização, armazenamento, transporte, referem-se, então, à questão da produção de um produto que, por enquanto, pela votação, que vamos registrando aqui vai mantendo a proibição”.

Antonio Barra Torres leu por cerca de duas horas pareceres de 32 associações científicas brasileiras, os posicionamentos dos Ministérios da Saúde, da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda e citou a consulta pública realizada entre dezembro de 2023 e fevereiro deste ano, mesmo que os argumentos apresentados não tenham alterado as evidências ratificadas pela diretoria em 2022.

Presidente da ANVISA, Antonio Barra Torres, fala sobre cigarros eletrônicos na 6ª Reunião Ordinária Pública da Dicol 2024. Frame: Youtube/ANVISA
Presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, vota pela manutenção de proibição de cigarros eletrônicos. Foto: Youtube/Anvisa
Em seu relatório, Barra Torres se baseou em documentos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da União Europeia, em decisões do governo da Bélgica de proibir a comercialização de todos os produtos de tabaco aquecido com aditivos que alteram o cheiro e sabor do produto. Ele citou que, nesta semana, o Reino Unido aprovou um projeto de lei que veda aos nascidos após 1º de janeiro de 2009, portanto, menores de 15 anos de idade, comprarem cigarros.

Ele mencionou ainda que a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (U.S Food and Drug Administration) aponta que, mesmo com a fiscalização, há comércio ilícito desses produtos.

O diretor ainda apresentou proposições de ações para fortalecimento do combate ao uso e circulação dos dispositivos eletrônicos de fumo no Brasil.

Manifestações pela proibição

Durante a reunião da diretoria da Anvisa, foram ouvidas diversas manifestações a favor e contra a manutenção da proibição do consumo de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil. Foram exibidos 80 vídeos de pessoas físicas e jurídicas de diversas nacionalidades.

A maior parte dos argumentos favoráveis à manutenção da proibição foram relativos aos danos à saúde pública. A secretária da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e seus Protocolos (Coniq) da Organização Mundial da Saúde (OMS), Adriana Blanco, manifestou preocupação com a saúde pública dos países que liberaram o consumo destes produtos e com o marketing estratégico da indústria do tabaco, especialmente com o aumento do consumo por jovens.

“Ainda não temos uma resposta clara sobre os impactos do longo prazo de utilização dos DEFs ou da exposição a seus aerossóis, mas as evidências já nos mostram que não são isentos de riscos e que são prejudiciais à saúde humana, especialmente para crianças, jovens e grupos vulneráveis.”

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), no Brasil, Socorro Gross, apontou que o Brasil é reconhecido internacionalmente pela política interna de controle do tabaco desde o século passado. “Essa medida protege, salva vidas, promove efetivamente a saúde pública e é um passo crucial para um ambiente mais saudável e seguro para todas as pessoas”.

O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Mohamad, fez comparações sobre a piora da situação epidemiológica e o incremento do contrabando em alguns dos mais de 100 países onde a comercialização do produto foi liberada. “Constatamos um grande número de dependência especialmente das novas formas de nicotina que a indústria tem empregado. E em localidades onde foram liberados, como nos Estados Unidos, a maior parte vendida no comércio é de produtos ilegais”.

O ex-diretor da Anvisa e ex-ministro da Saúde (2006-2007) José Agenor Álvares da Silva, relembrou o contexto em que o Brasil conseguiu banir a adição de flavorizantes que favorecem a adesão da população jovem ao fumo e inviabilizou a propaganda dos produtos fumígenos nos pontos de venda. “A Anvisa, que tanto deu exemplo na condução da discussão sobre as vacinas contra a Covid, tem agora uma oportunidade clara de mostrar para o Brasil e para o mundo o seu compromisso com a saúde pública do povo brasileiro”, fez o apelo à diretoria da agência.

A diretora de análise epidemiológica e vigilância de doenças não transmissíveis do Ministério da Saúde, Letícia de Oliveira Cardoso, apontou que não existem estudos científicos que comprovem que os cigarros eletrônicos protegem, substituem ou amenizam os efeitos nocivos dos cigarros normais “Tanto os cigarros eletrônicos como os cigarros convencionais de tabaco apresentam riscos à saúde e não devem ser consumidos pela população. Esta precisa ser informada sobre os riscos de dispositivos eletrônicos de fumar”.

O ex-fumante Alexandre Carlos Vicentini deu seu depoimento sobre como ficou viciado no produto. “Além das várias cores e sabores, o pior de tudo é o teor de nicotina que tem dentro desses aparelhinhos. O que é simplesmente um fator de dependência terrível para mim.”

Contra a proibição

Também foram apresentados argumentos pedindo a regulamentação do consumo pela Anvisa e pela venda dos produtos, apontando a redução de danos aos fumantes de cigarro comum, combate à venda de ilegal de produtos irregulares, sem controle toxicológico e de origem desconhecida. A gestora nas áreas de assuntos regulatórios, qualidade e logística Alessandra Bastos Soares defendeu a regulamentação adequada ao consumo de cigarros eletrônicos para que os consumidores que decidiram pelo uso possam fazê-lo em segurança. “Desejo que, no futuro, nenhum cidadão levante o seu dedo em riste acusando a Anvisa de omissão por não ter uma regra adequada para cuidar de um tema que já é tratado como pandemia do Vape”, alertou.

Já o diretor da British American Tobacco (BAT) – Brasil, anteriormente conhecida como Souza Cruz, Lauro Anhezini Júnior, afirmou que consumidores estão sendo tratados como cidadãos de segunda classe. O representante da indústria de cigarros brasileira pediu que as decisões sejam tomadas com base na ciência. “Não é a ciência apenas da indústria, é a ciência independente desse país que também comprova que se tratam de produtos de redução de riscos. Cigarros eletrônicos são menos arriscados à saúde do que continuar fumando cigarro comum”.

O diretor de Comunicação da multinacional Philip Morris Brasil (PMB), Fabio Sabba, defendeu que a atual proibição dos DEFs tem se mostrado ineficaz frente ao crescente mercado ilícito e de contrabando no país. “Ao decidir pela manutenção da simples proibição no momento que o mercado está crescendo descontroladamente, a Anvisa deixa de cumprir o seu papel de assegurar que esses 4 milhões de brasileiros ou mais consumam um produto enquadrado em critérios regulatórios definidos. É ignorar que o próprio mercado está pedindo regras de qualidade de consumo”.

Além de representantes da indústria de tabaco, houve manifestações de proprietários de casas noturnas,  bares e restaurantes e de usuários dos cigarros eletrônicos. O representante da Livres, uma associação civil sem fins lucrativos delicada à promoção da liberdade individual, Mano Ferreira, condenou a proibição anterior que não conseguiu erradicar o consumo desses produtos e, ao contrário, impulsionou o mercado ilegal e informal, especialmente entre os jovens. “Uma regulamentação eficaz permitiria não apenas uma fiscalização mais vigorosa, excluindo os produtos mais perigosos do mercado, mas também facilitaria a transição de fumantes tradicionais para alternativas menos nocivas”.

O usuário de vapes Preslei Aaron Bernardo Ribeiro, de 36 anos, garante perceber melhora em seu quadro geral de saúde. “Por 20 anos, fui fumante e utilizei métodos tradicionais, mas não consegui cessar o meu tabagismo. Mas, com o uso do cigarro eletrônico, consegui parar de fumar o cigarro tradicional de uma forma muito eficiente, rápida e fácil”.

A preocupação do presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas, Fábio Bento Aguayo, foi a dominação do comércio desse produto pelo crime organizado, facções criminosas e milícias. “O estado brasileiro deixa de ganhar, deixa de arrecadar recurso [com tributos] para combater essas atividades ilegais. Brigamos pela regulamentação para defender a sociedade para ter um produto que tem a garantia sobre a procedência dele”.

Histórico

Desde 2009, uma resolução da Anvisa proíbe a comercialização dos dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil. Porém, produtos ilegais podem ser adquiridos pela internet, em estabelecimentos comerciais regularizados e pelas mãos de ambulantes mesmo com a proibição de venda. O consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.

Em fevereiro deste ano, a Anvisa encerrou a consulta pública para que a sociedade pudesse contribuir para o texto sobre a situação de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil. A proposta de resolução colocada em discussão pela agência foi a de manutenção da proibição já existente. Durante a consulta pública, foram enviadas 13.930 manifestações, sendo 13.614 de pessoas físicas e 316 de pessoas jurídicas. Deste total, contribuições de fato, com conteúdo, aos dispositivos propostos pelo texto da consulta pública, foram 850.

Em 2022, a Anvisa aprovou, por unanimidade, relatório técnico que recomendou a manutenção das proibições dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) no Brasil e a adoção de medidas para melhorar a fiscalização para coibir o comércio irregular, bem como a conscientização da população sobre os riscos destes dispositivos.

O que são

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças. Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) envolvem diferentes equipamentos, tecnologias e formatos, tais como cigarros eletrônicos com sistema aberto (onde a pessoa manipula os líquidos a serem utilizados), com sistema fechado (refis padronizados e fechados), com tabaco aquecido (dispositivo eletrônico utilizado com refil de folhas de tabaco), com sistema fechado tipo pod (semelhantes a pen drives), e vaporizadores de ervas, dentre outros.

A maioria dos cigarros eletrônicos usa bateria recarregável com refis. Estes equipamentos geram o aquecimento de um líquido para criar aerossóis (popularmente chamados de vapor) e o usuário inala o vapor.

Os líquidos (e-liquids ou juice) podem conter ou não nicotina em diferentes concentrações, além de aditivos, sabores e produtos químicos tóxicos à saúde, como que contém, em sua maioria, propilenoglicol, glicerina, nicotina e flavorizantes.

No site da Anvisa, é possível ter mais informações sobre os cigarros eletrônicos.

Fonte: Agência Brasil

Hospital Dom Malan começa neste sábado mutirão de consultas para cirurgias

Este sábado (20/04), será de plantão no ambulatório do Hospital Dom Malan, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, no mutirão de consultas pediátricas e ginecológicas para pacientes da área da VIII Gerência Regional de Saúde, que envolve as populações de Petrolina, Afrânio,Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó e Santa Maria da Boa Vista. A ação é resultante do Programa Cuida PE, que tem por finalidade ofertar procedimentos e tratamento cirúrgico oportuno à população visando à redução do tempo de espera por cirurgias eletivas.

No primeiro dia, vão ser realizadas 40 consultas pré-cirúrgicas pediátricas e 23 ginecológicas. No sábado, dia 27, haverá um outro mutirão que vai ofertar o mesmo número de consultas. A previsão é que os procedimentos cirúrgicos iniciem no dia 04 de maio e sigam sendo executados a cada final de semana, até o dia 25 de maio.

“Nossa missão aqui no Estado tem começo, meio, mas não tem fim. O Cuida PE, programa criado pelo Governo de Raquel Lyra para diminuir as filas de cirurgias eletivas, exames e consultas, é um eixo importante da gestão da Secretaria de Saúde de Pernambuco. Além de reduzir filas históricas de procedimentos, nosso objetivo é fazer com que os pernambucanos possam ser atendidos próximos de casa, por isso, este sábado, estamos com mais uma ação do Cuida PE em Petrolina”, afirma a secretária de saúde, Zilda Cavalcanti.

“Serão dois mutirões de consultas pré-cirúrgicas, que acontecerão neste e no próximo sábado, dia 27 de abril, como parte da programação de atendimento às mulheres e crianças que estão na fila de cirurgias eletivas da VIII Geres. A iniciativa desse mutirão de consultas é do Governo do Estado, por meio do Programa Cuida PE, que além de cirurgias ginecológicas, oferece consultas e exames. As cirurgias já começarão em maio” explicou a diretora geral do HDM Ismep, Daniele Moreno.

Hospital Dom Malan registra mais de 60% de aumento no número de atendimento no pronto socorro infantil no mês de março

O Hospital Dom Malan em Petrolina registrou aumento de 64% no número de atendimentos no Pronto Socorro Infantil no mês de março, comparando com o mês de fevereiro. Esse crescimento se deu principalmente pelas síndromes respiratórias entre crianças, que vem lotando o PSI desde o mês de fevereiro, com picos aos finais de semana quando as unidades básicas de saúde ficam fechadas. Foram 3.852 crianças que passaram pela triagem da urgência e emergência do HDM Ismep nesse período, de acordo com os dados da classificação de risco. Desse número 3.597 pacientes foram atendidos no hospital.

Outro aumento registrado de forma significativa foram os exames laboratoriais. Foram 24.410 somente no mês de março. Em fevereiro esse número era de 20.041. O balanço de atendimento de exames calculou 4.396 a mais em relação ao mês anterior.

Neste mesmo período, aumentou também o número de pacientes atendidas na urgência obstétrica. Durante todo o mês foram 1.876 mulheres. Em fevereiro, o número era de 1.689. Foram realizados 576 partos no HDM Ismep, número maior que no mês anterior, quando foram feitos 523 partos.

O Hospital Dom Malan também registrou aumento no número de cirurgias eletivas e de urgência. Foram realizadas mais 62 cirurgias de urgência, somando um total de 535 no mês. As eletivas foram 13 a mais, chegando a 82 cirurgias no mês de março.

A unidade também realizou mais exames de imagens para auxílio no diagnóstico de pacientes. Foram 2.186 exames no mês, o que representa 248 exames a mais do que no mês de fevereiro.

Em Petrolina, Secretária de Saúde do Estado ouve demandas do Hospital Dom Malan

Nesta quarta-feira (18) em Petrolina, a secretária de saúde de Pernambuco, Dra. Zilda Cavalcanti, se reuniu com gestores de saúde na VIII Gerência Regional de Saúde. Em pauta, as estratégias da regional para o atendimento às populações de Petrolina, Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó e Santa Maria da Boa Vista, somando mais de 475.700 habitantes.

O Hospital Dom Malan Ismep, unidade de referência do atendimento a mulheres e crianças, foi representado no encontro pela diretora geral, Daniele Moreno. “Doutora Zilda veio à Petrolina para ouvir nossas necessidades. A gente percebe que esse é um diferencial do governo, que se preocupa com o território, quando vem ouvir as demandas, buscar trazer novos serviços, para fortalecer a região, isso é muito importante para quem faz gestão de saúde pública,” destacou Daniele.

O Hospital Dom Malan Ismep ressaltou as estratégias desenvolvidas recentemente para garantir o atendimento às crianças que chegam à unidade com síndromes respiratórias. “ Nós trouxemos para a discussão esse período em que o HDM Ismep está com alto número de pacientes com essas síndromes para ver o que podemos fazer para melhorar o atendimento e colocamos outras demandas onde o Estado precisa investir mais, com a ampliação de serviços. Essa escuta feita por Dra. Zilda é uma aproximação importante do governo com o Sertão e faz toda a diferença, ” frisou Daniele.

HDM

O Hospital Dom Malan é referência em partos de alta complexidade. São realizados em média 550 partos por mês. O HDM atende pacientes dos 53 municípios que compõem a Rede PEBA (hospitais conveniados ao SUS nos estados de Pernambuco e Bahia)

Assessoria de Comunicação do HDM / ISMEP

Gestão Suzana Ramos garante mais assistência à saúde infantil com reforço na equipe da Unidade Pediátrica e cirurgião 24 horas

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), reforçou a equipe médica para os atendimentos na Unidade Pediátrica (Uped) devido a este período do ano, quando há um aumento de infecções respiratórias agudas, situação em que cresce a demanda de atendimento nas urgências.

“Estamos, constantemente, investindo na melhoria do atendimento na UPED por entendermos que o serviço de saúde tem que ser otimizado sempre. A unidade recebeu reforço na escala de pediatras, com a contratação de mais um profissional e o cirurgião 24 horas, que já está no atendimento desde 2023, além do suporte com a equipe de assistência formada por médicos pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos especializados em pediatria, assistente social, técnicos e auxiliares de enfermagem”, descreveu a prefeita, Suzana Ramos.

A secretária de Saúde, Ana Lúcia Araújo, enfatiza que, mesmo com as dificuldades, os serviços têm melhor assistido à população. “Estamos sempre buscando mais investimentos, inserção no serviço em programas do governo federal e estadual, buscado apoio e a prova é a aquisição do profissional cirurgião pediátrico em escala de sobreaviso 24 horas por dia, manhã, tarde e noite. Mesmo sendo um serviço de média complexidade, a gestão da prefeita Suzana Ramos tem tido o cuidado de melhorar, mais ainda, a qualidade dos atendimentos”, destacou. O cirurgião plantonista poderá realizar pequenos procedimentos e/ou avaliação.

Unidade Pediátrica

A Uped atende crianças e adolescentes de 0 a 14 anos de idade em situação de urgência e emergência, acolhendo pacientes da rede PEBA que integra, além de Juazeiro, pacientes de municípios da Bahia e de Pernambuco. São realizados, em média 170, atendimentos por dia, e funciona 24 horas.Criada em abril de 2020, a unidade tem 12 leitos, incluindo os de isolamento e sala vermelha e conta com 71 servidores, entre médicos, enfermeiros, técnicos e corpo administrativo. É um hospital de média complexidade. A Uped fica localizada no bairro Jardim Flórida, na Rua Paula Bispo de Carvalho, número 210.

Os atendimentos de rotina devem ser feitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Inverno e Doenças respiratórias

No período que compreende os meses de maio, junho e julho, as temperaturas caem e favorecem a disseminação dos vírus causadores de Síndromes Respiratórias como gripe, resfriado e, até mesmo, a Covid-19, que continua circulando. Além das infecções, neste período desencadeiam doenças como sinusite, rinite e crises de asma e bronquite, em especial nos festejos juninos, quando a população acende as fogueiras.

A Sesau alerta para que as pessoas evitem aglomerações, mantenha os locais ventilados e o cartão de vacina em dia contra a gripe e a Covid-19.

STF começa a analisar lei que impõe restrições para laqueadura

Foto: Marcello Casal

O Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu nesta quarta-feira (17) as sustentações orais das partes envolvidas no julgamento sobre a constitucionalidade da lei que estabeleceu critérios para realização de cirurgias de esterilização voluntária de homens e mulheres, métodos conhecidos como vasectomia e laqueadura.

Os ministros ouviram representantes de diversas entidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres e da defensoria pública antes de proferirem seus votos. A data do julgamento do processo ainda não foi definida.

A Corte vai julgar trechos da Lei 9.263/1996, conhecida como Lei do Planejamento Familiar, a partir de uma ação protocolada pelo PSB, em 2018. Na prática, as restrições atingem principalmente as mulheres.

O texto original previa que homens e mulheres só poderiam realizar laqueadura e vasectomia se tiverem idade mínima de 25 anos, pelo menos dois filhos vivos, e após o cumprimento de intervalo mínimo de 60 dias.

No período, de acordo com a lei, homens e mulheres devem ter acesso a serviço de aconselhamento para “desencorajar a esterilização precoce”. Além disso, a norma definiu que a esterilização dependia da autorização expressa do cônjuge.

Em 2022, a Lei 14.443 promoveu alterações na norma original sobre o tema. A autorização para realização da laqueadura foi retirada, e a idade mínima passou para 21 anos. Contudo, a restrição do método continuou condicionado ao número mínimo de dois filhos.

Durante as sustentações, a advogada Ana Letícia Rodrigues, representante do PSB, afirmou que as limitações são contra os direitos reprodutivos e representam interferência indevida do Estado no planejamento familiar dos brasileiros.

“Trata-se de uma intolerável intervenção estatal, que condiciona a prática de um direito a um uso específico do corpo e sexualidade, qual seja, a concepção de filhos, reforçando uma cultura de maternidade compulsória, dificultado acesso a método contraceptivo eficaz”, afirmou.

A advogada Ligia Ziggiotti, do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), disse que a autonomia das mulheres deve ser respeitada e a esterilidade voluntária deve ser garantida para mulheres com mais de 18 anos.  Para Ligia, não cabe ao Estado exigir mais maturidade ou mais filhos para condicionar a laqueadura.

“Um Estado que seja democrático de direito não pode limitar um exercício de liberdade, partindo da premissa de que a escolha de uma mulher civilmente capaz que não deseje engravidar é uma escolha duvidosa”, afirmou.

Para a defensora pública Tatiana Mello Aragão,  representante da Defensoria Pública da União (DPU), somente a idade mínima de 18 anos pode ser imposta para impedir a esterilização voluntária.

“Embora a disposição legislativa seja dirigida a ambos sexos, a mulher experimenta de forma muito mais intensa essa situação. Historicamente, a ela compete o dever de evitar a concepção, tanto que a laqueadura é amplamente mais utilizada no Brasil que a vasectomia”, completou.

O novo modelo que ouve as partes em plenário antes do julgamento foi implantado no ano passado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso. O método é utilizado pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

Edição: Maria Claudia/Agência Brasil

Profissionais do Hospital Dom Malan em Petrolina participam de encontro nacional de aleitamento materno

Nesta segunda-feira (15), a médica pediatra Dra. Flávia Guimarães, coordenadora do Banco de Incentivo e Apoio ao Aleitamento Materno (BIAMA) do Hospital Dom Malan em Petrolina, levou a experiência de 28 anos do BIAMA ao Encontro Nacional do Aleitamento Materno que aconteceu em João Pessoa,  na Paraíba. Este ano, o tema foi: ‘Amamentação  e alimentação complementar saudável: entrelaçando culturas e raízes’.

Além de Dra. Flávia, participaram do encontro a gerente do Biama, enfermeira Joice Fonseca, a enfermeira responsável pela educação permanente,  Rejane Lins e a  psicóloga Wilany Melo.“Viemos divulgar com alegria o Hospital Dom Malan Ismep para todo o Brasil e países da América Latina,  falando da nossa experiência como Hospital Amigo Da Criança, ao mesmo tempo estamos nos reciclando quanto as boas práticas atualizadas  de amamentação para aplicarmos com nossas mães e bebês no HDM, “ destacou Dra. Flávia.

BIAMA

O Banco de Incentivo e Apoio ao Aleitamento Materno (BIAMA) do HDM Ismep funciona todos os dias para apoiar as mães com dificuldade de amamentação. O banco também recebe doação de leite humano de doadoras voluntárias, que é pasteurizado e alimenta os recém-nascidos prematuros internados no Hospital Dom Malan.

O BIAMA recebe mulheres doadoras para manter o estoque regular e garantir leite para os bebês prematuros do HDM Ismep. As mulheres interessadas em fazer doações de leite ao Biama podem ligar para o telefone da instituição através do número (87) 3202-7002. Também é possível ir até o Banco de Leite com o cartão de gestante que funciona no Hospital Dom Malan, das 7h às 18h. Após o cadastro, a doadora receberá um kit, toucas, potes de vidros e máscaras, além de orientações para realizar a coleta e armazenamento de leite.

 Assessoria de Comunicação do Hospital Dom Malan Ismep

Hospital Dom Malan leva experiência em prematuridade ao 48º Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia

Referência em gravidez de alto risco, o Hospital Dom Malan em Petrolina, Sertão de Pernambuco,  está levando experiência na área ao 48º.  Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia que termina neste sábado (13), no Mar Hotel Conventions no bairro de Boa Viagem, em Recife. O médico ginecologista, obstetra e ultrassografista Marcelo Marques foi o palestrante do evento levando como tema de estudo ‘A importância de fazer prevenção da prematuridade’, apresentando as complicações da prematuridade como a principal causa de morte no período neonatal. “ Nossa abordagem explorou o nascimento prematuro que é a principal causa de morte em crianças menores de cinco anos, a cerclagem (cirurgia no colo do útero), o pessário (anel colocado no colo do útero) e a progesterona (medicamento) são maneiras de prevenir o nascimento de bebês prematuros. Através da medida do comprimento do colo durante o ultrassom morfológico de segundo trimestre, estimamos o risco de parto prematuro e conversamos com o obstetra sobre a melhor maneira de prevenir a prematuridade, ” destacou  Dr. Marcelo.

Marcelo Marques tem 15 anos de experiência no exercício da medicina no HDM Ismep. Ele é preceptor nas residências médicas de ginecologia e obstetrícia e também na residência de ultrassonografia que funciona há 13 anos no Hospital Dom Malan e já é referência nas regiões norte e nordeste do Brasil.

O 48º.  Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia reúne não somente profissionais de Pernambuco, mas também de outros estados brasileiros, a exemplo de São Paulo.

HU-Univasf receberá emenda parlamentar no valor de R$ 1,8 milhão para investimentos

O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), recebeu nesta sexta-feira (12) o senador Humberto Costa (PT) para anunciar a destinação de emenda parlamentar no valor de R$ 1,8 milhão à instituição. Os recursos provenientes da emenda serão aplicados em áreas prioritárias do hospital, como aquisição de arco cirúrgico, equipamentos de eletrocardiograma, desfibrilador, reforma da subestação elétrica e instrumentos para dar suporte ao Centro de Pesquisa Clínica do HU-Univasf.

“Somos uma instituição que dá suporte ao atendimento de mais de 2 milhões de habitantes na região integrada de saúde Rede Peba, totalizando 53 municípios e, para isso, é necessário muito investimento para a capacitação de pessoal, aquisição de equipamentos para, consequentemente, atendermos mais e melhor a população de toda essa região. Com essa emenda, pretendemos investir na aquisição de equipamentos que precisarão de melhor fornecimento de energia e, à vista disso, também investiremos na reforma da nossa subestação elétrica”, afirmou o superintendente do HU-Univasf, Julianeli Tolentino.

O senador Humberto Costa reforçou a importância da destinação do recurso, que contribuirá também para a aquisição de equipamentos para dar suporte às pesquisas clínicas desenvolvidas na unidade. “O Centro de Pesquisa Clínica do HU-Univasf é muito importante para um país que deseja produzir Ciência, Tecnologia, promover a criação de patentes e fortalecer o nosso complexo econômico-industrial da saúde”, enfatizou o senador.

O Centro de Pesquisa Clínica do HU-Univasf

 

Em 2022, o Hospital da Univasf foi classificado para a implantação de Centro de Pesquisa Clínica com apoio da Ebserh, incentivando o desenvolvimento de pesquisas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Este Centro possibilita a captação e o avanço de pesquisas clínicas no âmbito do hospital. É o primeiro com esta finalidade na região do Vale do São Francisco, contribuindo para o progresso tecnológico e inovação em saúde no contexto de ensaios com novas estratégias terapêuticas, novos produtos para utilização em saúde, tecnologia 3D, biomateriais e produtos naturais do semiárido, articulando a academia, pesquisadores, estudantes, o Hospital Universitário, a indústria e as agências de fomento do estado e do país.

Hospital Dom Malan em Petrolina celebra o Dia do Obstetra

O Hospital Dom Malan em Petrolina celebrou nesta sexta-feira (12), o Dia do Obstetra. A maior maternidade do Sertão de Pernambuco realiza cerca de 550 partos por mês graças ao trabalho incansável desses profissionais. O HDM Ismep tem em seu quadro de funcionários 42 médicos obstetras. A unidade de saúde é referência da Rede de Hospitais de Pernambuco e Bahia (PEBA) para o atendimento de gestantes em gravidez de alto risco.

A homenagem aos obstetras foi feita num café da manhã, como parte do reconhecimento aos serviços prestados ao Hospital Dom Malan e a importância desse profissional para a unidade de saúde. É o ginecologista obstétrico quem faz o acompanhamento mensal da gestação. Mas, em algumas situações, é recomendado o atendimento imediato: Planeja engravidar – o médico vai monitorar sua saúde e orientar sobre cuidados com a alimentação e suplementação necessários para o desenvolvimento do bebê.

A obstetrícia foi a escolha do médico Renato Nóbrega, de 49 anos. Dos 19 anos como obstetra, 18 foram no HDM Ismep. “Ainda na faculdade, no 3° ano, já comecei a dar plantões como estudante na área da obstetrícia e não parei mais. Estou muito satisfeito com a escolha que eu fiz.”

Formação de Obstetra no HDM Ismep

O programa de residência médica que existe no Hospital Dom Malan há 13 anos forma, por ano, 6 médicos obstetras. “Nós temos muito orgulho de formar esses profissionais aqui no hospital num programa de residência médica que se tornou referência para as regiões Norte e Nordeste. São médicos que saem do HDM Ismep prontos para prestar uma assistência de excelência a todas as mulheres, ” destacou a diretora de ensino e pesquisa do HDM Ismep, Dra. Angélica Guimarães.

Assessoria de Comunicação do Hospital Dom Malan – ISMEP